São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Moraes adia pronunciamento sobre crise no STF após orientação de aliados

Ministro havia preparado explicações para rebater André Mendonça, mas cancelou a fala prevista para esta quinta-feira.

Moraes adia pronunciamento sobre crise no STF após orientação de aliados

Alexandre de Moraes adiou um pronunciamento público sobre as suspeitas que o colocaram no centro da crise institucional do STF. A decisão ocorreu após aliados recomendarem que o ministro aguardasse, enquanto as atenções estavam voltadas para a operação da Polícia Federal sobre o filme “Dark Horse”.

A assessoria de imprensa do Supremo informou às 7h40 que Moraes falaria às 11h. Às 8h45, porém, divulgou o cancelamento da manifestação, remarcada “para data oportuna”.

Moraes havia preparado explicações sobre sua atuação e argumentos para rebater André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no tribunal. Um ministro próximo avaliou que eventuais pontos sem resposta poderiam permanecer como problema até a sessão da próxima terça (15), quando o plenário deverá discutir a crise pela primeira vez.

Também houve preocupação de que a fala aumentasse a tensão entre Moraes e Mendonça e levasse Edson Fachin a cancelar a sessão desta quinta-feira, como havia feito na quarta (9). Fachin acabou suspendendo novamente a sessão. Auxiliares do presidente do STF disseram que ele considerou haver risco de o encontro antecipar debates previstos para a próxima terça. Moraes e Mendonça ficam lado a lado no plenário.

Crise no Supremo

Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e proibiu Mendonça de avançar em investigações que pudessem atingir integrantes da corte. O presidente do STF marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão pública para analisar o relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Master, além do pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o documento.

Mendonça tornou públicos os diálogos. Moraes reagiu com um pedido para que o colega respondesse por abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa, usando o inquérito das fake news como base.

A utilização de um “relatório de inteligência” da PF levou Mendonça a determinar o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação. Flávio Dino depois reintegrou o diretor-geral, mas Fachin suspendeu as duas decisões e manteve Rodrigues no cargo, citando “comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública”.

Nesta quinta-feira, Dino autorizou uma operação contra 29 pessoas suspeitas de participar de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para “Dark Horse”, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão Mario Frias, autor das emendas, e a produtora Karina Gama. Os dois negam irregularidades.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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