São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF relata pagamentos e vantagens a servidores do BC ligados ao caso Master

Relatório enviado ao STF aponta repasses de até R$ 760 mil e benefícios a Belline Santana e Paulo Sérgio Souza.

PF relata pagamentos e vantagens a servidores do BC ligados ao caso Master

A Polícia Federal identificou pagamentos recorrentes de R$ 500 mil ao ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central Belline Santana. Conforme relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os valores teriam sido pagos em troca do repasse de informações sigilosas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Um dos pagamentos teria alcançado R$ 760 mil.

As informações foram extraídas de mensagens trocadas entre Vorcaro e Fabiano Zettel, advogado e empresário, cunhado do ex-banqueiro e apontado pela PF como operador financeiro dele. O relatório também registra que Santana teria recebido “almoço, jantar e guia em Paris”, despesas custeadas por Vorcaro.

Outros benefícios apontados

A PF afirma que Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do Departamento de Supervisão do BC, também teria recebido vantagens. Entre elas estão uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e a “aquisição de maneira atípica” de um imóvel rural.

Segundo o documento, Santana e Souza teriam vazado informações internas do Banco Central relacionadas às investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Master. Os dois teriam atuado como consultores de Vorcaro, com alinhamento de estratégias, revisão de documentos e reuniões privadas, inclusive na residência do investigado.

O relatório, de 164 páginas, reúne mensagens que a PF atribui a Vorcaro e aos servidores. Em uma delas, Souza encaminha ao ex-banqueiro a portaria de sua nomeação para o Departamento de Supervisão. Em outra, afirma ser “prioridade absoluta” encontrar-se com Vorcaro para tratar de interesses do Master.

Belline Santana e Paulo Sérgio Souza foram afastados das funções e negam ter vazado informações internas do BC. Os dois dizem que podem comprovar que pagaram do próprio bolso as despesas com viagens e outros benefícios. As defesas dos citados ainda não haviam apresentado novo posicionamento.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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