São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fachin centraliza inquérito das fake news e mantém diretor-geral da PF

Presidente do STF suspendeu decisões de Mendonça e Dino sobre a PF e pediu transparência no caso envolvendo o Banco Master.

Fachin centraliza inquérito das fake news e mantém diretor-geral da PF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal (PF). Com a medida, Andrei Rodrigues permanece como diretor-geral da corporação.

A decisão foi anunciada no final da tarde de quarta-feira (09/09), depois de Mendonça determinar, na terça-feira (08/09), o afastamento de Rodrigues e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada. Na manhã seguinte, Dino havia reconduzido os dois aos cargos.

No intervalo entre as decisões, todos os onze diretores da PF colocaram os postos à disposição. O gesto foi acompanhado de um manifesto de apoio a Rodrigues e Almada, com críticas à determinação de Mendonça, classificada pelos diretores como uma “interferência indevida” na corporação.

Inquéritos envolvendo ministros

Fachin também suspendeu procedimentos relacionados a investigações contra integrantes do próprio STF. A medida alcança apurações que envolvem Mendonça e Alexandre de Moraes, citados em suspeitas de possíveis elos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a justificativa apresentada por Fachin, Moraes e Mendonça estariam deliberando sobre questões correlatas com base em provas comuns. Para o presidente do STF, isso criaria “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

Moraes também foi retirado da relatoria do inquérito das fake news. A investigação será conduzida pelo próprio Fachin.

Pedido de Lula

Na mesma quarta-feira, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no Caso Master”. Lula classificou o caso como “o maior crime financeiro da história do Brasil” e pediu urgência na abertura dos sigilos.

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou.

Lula também criticou os “vazamentos seletivos”, disse que eles afetam a disputa eleitoral e cobrou transparência nas apurações. Ao defender a quebra completa dos sigilos, afirmou que a medida deveria ser tomada “doa a quem doer”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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