São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Partidos destinam milhões do Fundo Eleitoral a candidatos famosos

Silvia Abravanel recebeu R$ 2,39 milhões, enquanto Rachel Sheherazade, Manoel Gomes, Lucas Penteado e Jean Wyllys também tiveram repasses.

Partidos destinam milhões do Fundo Eleitoral a candidatos famosos

Partidos políticos direcionaram milhões de reais do Fundo Eleitoral às campanhas de personalidades como Silvia Abravanel, Rachel Sheherazade, Manoel Gomes, Lucas Penteado e Jean Wyllys. A estratégia busca aproveitar a notoriedade dos candidatos para ampliar a votação das chapas e contribuir para a eleição de integrantes do mesmo grupo na Câmara dos Deputados.

Para a disputa de deputado federal, o limite individual de gastos foi fixado em R$ 3,17 milhões. Parte relevante desse teto foi coberta pelos repasses partidários aos candidatos conhecidos.

Silvia Abravanel, do PSD, recebeu R$ 2,39 milhões na primeira disputa eleitoral por São Paulo. O valor equivale a quase 75% do limite de gastos. Ela declarou patrimônio de R$ 47,5 milhões.

Rachel Sheherazade, também do PSD, teve R$ 1,3 milhão destinado pelo partido, cerca de 41% do teto. Manoel Gomes, do Avante, recebeu R$ 1,2 milhão. O cantor tentou uma vaga de deputado no Maranhão em 2022, não foi eleito e obteve 7.543 votos; depois, mudou o título para SP. O repasse corresponde a cerca de 37% do limite.

Lucas Penteado, do PT, recebeu R$ 300 mil para sua estreia nas urnas por SP, equivalente a 9,4% do teto. Jean Wyllys, também do PT, teve R$ 290 mil para a disputa, ou 9,1% do limite.

Regras para a distribuição

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) permite que as diretrizes nacionais dos partidos distribuam, com autonomia, os R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral entre seus candidatos. Conforme decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ao menos 30% dos recursos devem ser reservados a candidaturas de mulheres, além de repasses proporcionais a candidatos negros.

Fora dessas exigências, a distribuição fica sob responsabilidade das lideranças partidárias. Entre os critérios considerados estão o alcance de público, o potencial de votos e o peso estratégico de São Paulo, que tem 70 vagas na Câmara dos Deputados.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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