Nunes Marques deixou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de se declarar impedido de participar do julgamento que analisará a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que o caso pode impactar as eleições e disse não se sentir “confortável” para julgá-lo por ocupar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dias Toffoli também declarou suspeição no processo, relacionado a supostas conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Diferentemente de Nunes Marques, ele afirmou que permaneceria no plenário durante a sessão.
Justificativa de Toffoli
Na exposição de motivos apresentada nesta terça-feira, 15, Toffoli disse que já adota a mesma posição em processos ligados ao Banco Master, que tramitam na Segunda Turma do STF. O ministro afirmou que deixou a relatoria do inquérito sobre a instituição financeira por causa das repercussões da ligação de uma empresa de sua família com o banco e para “preservar a Corte”.
Toffoli declarou ainda que tem se considerado impedido de analisar ações relacionadas ao caso por “razão de foro íntimo”. Ele também mencionou que um relatório da Polícia Federal sobre sua ligação com o Banco Master foi arquivado pelo presidente do STF, Edson Fachin, por “ausência de ilícitos”.




