São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Licitação de parque inundável em SC prevê investimento de R$ 95,2 milhões

Projeto entre Balneário Camboriú e Camboriú combina controle de enchentes, reserva de água e áreas de lazer.

Licitação de parque inundável em SC prevê investimento de R$ 95,2 milhões

As prefeituras de Balneário Camboriú e Camboriú lançaram a licitação para contratar a empresa responsável pela construção do Parque Inundável Multiuso, na bacia do Rio Camboriú. O projeto tem investimento estimado em R$ 95,2 milhões e foi desenvolvido para reduzir os impactos das enchentes e reforçar o abastecimento durante os períodos de estiagem.

A proposta começou a ser elaborada em 2017 e passou por estudos ambientais, audiência pública, licenciamento e revisões técnicas. A primeira versão executiva foi concluída em 2019. Para a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, a iniciativa amplia a segurança hídrica dos dois municípios pelos próximos 100 anos.

Reservação e controle de vazão

O parque será formado por um dique com aproximadamente 1,6 mil metros de extensão e até 7,6 metros de altura. A estrutura criará uma área para armazenar água bruta e regular a vazão do Rio Camboriú quando necessário.

Em períodos de chuva intensa, o reservatório deverá reter parte do volume e diminuir a quantidade de água direcionada de uma só vez para as áreas urbanas. Na estiagem, a água acumulada poderá ajudar a manter a vazão do rio e o abastecimento de Balneário Camboriú e Camboriú.

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, afirmou que a integração entre os municípios é necessária porque os dois compartilham a mesma bacia hidrográfica. A estrutura também deverá incluir recuperação de áreas degradadas, paisagismo, vias internas, passeios, ciclovia, estacionamentos, iluminação e sinalização. O projeto prevê ainda locais para lazer, recreação, esporte e educação ambiental.

Licitação e recursos

A concorrência eletrônica será conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri). A abertura das propostas está prevista para 13 de outubro, na plataforma Bolsa de Licitações do Brasil (BLL).

O prazo estimado para a execução é de 31 meses, a partir da emissão da Ordem de Início de Serviços. Do valor total previsto, R$ 73,3 milhões virão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), em operação de repasse pela Caixa Econômica Federal. O saldo será pago como contrapartida do CIM-Amfri.

O projeto teve origem em estudos conduzidos por servidores da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Segundo o diretor-presidente da empresa, Auri Pavoni, a solução foi estruturada para enfrentar simultaneamente a escassez de água e os efeitos das enchentes.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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