Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos para participar da sessão que pode abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (15). O procedimento apuraria uma suposta relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O pedido foi apresentado por André Mendonça, que até semana passada era relator do inquérito sobre o caso Master. Mendonça encaminhou um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin.
A solicitação se baseia em um relatório da Polícia Federal. O documento identificou oito supostos encontros e 52 mensagens entre Moraes e Vorcaro. Em uma das mensagens, enviada dois dias antes da prisão do banqueiro, em novembro de 2025, Vorcaro perguntou se o ministro achava que na segunda-feira já teria que “estar fora”. A mensagem foi interpretada como possível indicação de troca de informações sobre investigações em andamento.
Declarações dos ministros
Nunes Marques declarou o próprio impedimento depois que mensagens de Vorcaro mencionaram seu nome e o de seu filho. Durante a sessão, afirmou que nunca havia trocado mensagens com o ex-banqueiro. Também disse não se sentir confortável em participar do julgamento, por considerar que a decisão poderia afetar o processo eleitoral de 2026.
“Eu me declaro impedido”, afirmou Nunes Marques.
Toffoli alegou “foro íntimo” ao declarar suspeição. Ele havia sido relator da investigação sobre o Banco Master no STF, mas deixou a função em fevereiro, após investigações da Polícia Federal apontarem uma ligação do ministro com o banco. O texto informa que, mesmo ao declarar suspeição, Toffoli vai participar do julgamento que pode decidir pela abertura da investigação contra Moraes.



