São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gilmar pede acesso de ministros a dados do celular de Vorcaro

Ministro quer que magistrados recebam cópia dos dados antes da sessão que avaliará investigação sobre Alexandre de Moraes.

Gilmar pede acesso de ministros a dados do celular de Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes pediu neste sábado, 12, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que todos os integrantes da Corte tenham acesso aos dados brutos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento da próxima terça-feira, 15. A sessão decidirá se Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento no caso Master.

O pedido acompanha uma solicitação feita pelo ministro Cristiano Zanin na sexta-feira, 11. Gilmar afirmou que o acesso é necessário para que os ministros conheçam todas as informações relevantes antes da análise do caso.

A solicitação foi apresentada depois de Fachin pedir ao relator, André Mendonça, a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Gilmar disse que uma cópia dos dados extraídos do celular de Vorcaro foi entregue ao gabinete do relator, mas não aos demais ministros.

Caso Mendonça não forneça o material, Gilmar pediu que a Polícia Federal seja acionada, por meio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), para disponibilizar as cópias com urgência.

Argumentos do relator

Mendonça respondeu a Zanin na sexta-feira e afirmou que o material está lacrado. Segundo ele, a cópia foi preservada como contraprova caso os arquivos originais sejam perdidos, e ele próprio nunca manuseou o conteúdo.

O relator também declarou que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações em andamento, ao comprometer o sigilo e a eficiência dos procedimentos. Mendonça negou que exista desigualdade entre os julgadores e disse não ter acesso a informações que não estejam formalizadas.

Ainda de acordo com Mendonça, a defesa de Vorcaro tem acesso à íntegra do celular porque o material é devolvido aos advogados após a extração dos dados. Ele afirmou que os demais ministros podem consultar todo o conteúdo usado no julgamento de terça-feira.

Em paralelo, Moraes acusou Mendonça de proteger “determinado grupo político” ao liberar apenas parte dos processos. Para Moraes, o levantamento seletivo do sigilo repete condutas de direcionamento em acordos de colaboração premiada e em diligências de investigação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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