São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mendonça rejeita pedido da PF para usar mansão de Vorcaro em Minas

Ministro negou a ocupação de imóvel avaliado em R$ 12 milhões como base de grupo de investigação da Polícia Federal.

Mendonça rejeita pedido da PF para usar mansão de Vorcaro em Minas

O ministro André Mendonça negou o pedido da Polícia Federal para transformar uma mansão atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro em base operacional do Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro em Minas Gerais. O imóvel tem 2.697,56 metros quadrados e foi avaliado em R$ 12 milhões.

A solicitação foi apresentada pela delegada Janaina Palazzo, responsável pelo caso Master, durante a Operação Compliance Zero. O grupo está sem espaço próprio porque a Superintendência Regional da PF em Minas Gerais passa por reforma.

Imóveis ligados a Vorcaro

Durante as diligências para localizar propriedades usadas por Vorcaro e definir os endereços das buscas, os investigadores encontraram uma residência na Rua Jornalista Djalma Andrade, no bairro Belvedere, e outro imóvel vizinho, que estava em reforma. Funcionários confirmaram à PF que as duas propriedades pertenciam ao banqueiro.

A primeira casa é avaliada pela Prefeitura de Belo Horizonte em R$ 12,48 milhões e ainda está registrada em nome de Márcio Barbosa Silva Bissoli, morto em 2018. O inventariante do espólio informou que a propriedade foi negociada em 2022 por R$ 30 milhões com a Super Empreendimentos e Participações S.A., representada por Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.

De acordo com a PF, a operação foi formalizada por contrato particular, sem escritura pública ou registro em cartório, e incluiu uma cláusula de sigilo. Os investigadores classificaram o documento como um “contrato de gaveta”.

O imóvel vizinho está registrado em nome da Cemaf Participações e Administração de Bens S/A. A empresa declarou que vendeu a propriedade em abril de 2025 por R$ 20 milhões à Viking Participações Ltda., administrada por Vorcaro. A Viking também assinou contrato de R$ 50 milhões para que a família do ministro Alexandre de Moraes assumisse cotas de duas aeronaves de Vorcaro.

Justificativa e negativa

A PF disse ao relator que o grupo de investigação foi “recentemente criado e não possui espaço físico adequado para atuar”. A corporação informou que o prédio antigo da Superintendência Regional, construído na década de 80, foi demolido para a construção de uma nova sede, cuja entrega está prevista para 2028. Enquanto isso, as unidades funcionam em dois prédios pequenos alugados pela Administração.

A corporação argumentou que a atuação do grupo, voltada à análise estratégica e à produção de inteligência policial contra a corrupção, exige sigilo e distância dos prédios com atendimento ao público. No pedido, descreveu a mansão como um imóvel com salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras de jogos.

Mendonça considerou que a residência não era adequada para o funcionamento regular de uma unidade policial. O ministro afirmou que a adaptação exigiria intervenções em rede, segurança de dados, controle de acesso, arquivos, salas de reunião, custódia documental, instalações elétricas, climatização, acessibilidade, mobiliário e manutenção.

Para o relator, essas mudanças poderiam elevar as despesas e descaracterizar ou depreciar o patrimônio sob constrição. A decisão também registrou que, embora ninguém morasse no local, as características do imóvel eram residenciais e recreativas, e não administrativas.

Ministros do Supremo devem se reunir na próxima terça-feira para decidir sobre a investigação relacionada à ligação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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