São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mendonça mantém sigilo sobre pedido de busca contra Cláudio Castro

Ministro negou em julho uma nova operação da PF contra o ex-governador, investigado por aplicação de R$ 3 bilhões no Master.

Mendonça mantém sigilo sobre pedido de busca contra Cláudio Castro

O ministro André Mendonça manteve sob sigilo o processo em que negou, em julho, um pedido da Polícia Federal para realizar uma segunda operação de busca contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A decisão integra uma parte ainda reservada da investigação sobre o caso Master.

Castro é investigado por supostamente operacionalizar uma aplicação de R$ 3 bilhões no banco Master por meio do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Estado. A primeira operação contra o ex-governador ocorreu em 26 de maio deste ano, com autorização de Mendonça, relator do caso. Na ocasião, agentes fizeram buscas na cobertura onde Castro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Esse trecho da apuração foi tornado público.

Motivos para negar a nova operação

No processo sigiloso, Mendonça afirmou que não havia “justa causa suficiente” para autorizar a medida solicitada pela PF, apesar de parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O pedido citava uma sala comercial no centro do Rio e um imóvel em Petrópolis (RJ), onde teria sido observada movimentação atípica de caixas e que Castro usava para lazer e eventos sociais.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apoiou as buscas por considerar que havia possibilidade de retenção de documentos e mídias eletrônicas relevantes. Mendonça, porém, disse que a PF já havia feito buscas menos de dois meses antes e que uma operação não poderia servir como “instrumento de varredura ampla” ou investigação prospectiva.

Segundo auxiliares do ministro, o sigilo se enquadra na exceção definida pelo presidente do STF, Edson Fachin, ao determinar a divulgação de mais de 50 processos do caso Master. A exceção abrange materiais cujo segredo seja necessário para novas diligências. O gabinete de Mendonça afirma que ainda seria possível apresentar elementos novos e contemporâneos para justificar outra medida.

Interlocutores do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, dizem que não há diligência em andamento e acusam o gabinete do relator de seletividade com finalidade política. Em relatório usado pelo ministro Alexandre de Moraes, a PF registrou que Mendonça levou 74 dias para autorizar a operação contra Castro, enquanto medidas contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) foram autorizadas em apenas nove.

Mendonça nega irregularidades e pediu o arquivamento das acusações de abuso de autoridade feitas por Moraes. O ministro também afirmou que uma ala da PF foi “instrumentalizada” contra ele.

A investigação aponta que Castro mantinha vínculo próximo com Daniel Vorcaro, dono do Master, e teria desempenhado papel político na viabilização dos aportes do Rioprevidência. O ex-governador é aliado de Jair Bolsonaro, que indicou Mendonça ao Supremo.

O gabinete do ministro nega amizade entre os dois e afirma que a relação começou no âmbito institucional. Castro declarou que os contatos sempre trataram de assuntos de interesse público do Estado. A defesa também nega relações pessoais indevidas com Vorcaro e diz que os encontros ocorreram em agendas oficiais, institucionais e sociais.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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