Marina Silva (Rede) rebateu as críticas de Guilherme Derrite (PP) ao Bolsa Família durante debate entre candidatos ao Senado. Ela afirmou que o adversário desconhece a realidade de quem passa fome e defendeu o reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recompor a inflação.
Derrite classificou o benefício como assistencialismo e questionou o reajuste. Marina contestou a avaliação e afirmou que o programa garante alimentação para famílias. Segundo ela, em São Paulo, cerca de 2 milhões de famílias e 3 milhões de crianças e adolescentes recebem o Bolsa Família.
A candidata também comparou os reajustes dos governos Lula e Bolsonaro. Marina disse que o benefício passou de R$ 400 para R$ 600 durante o governo Bolsonaro, mas com validade até 31 de dezembro. Já o aumento de 15% promovido por Lula, segundo ela, não tem data para terminar e busca corrigir a inflação.
Derrite afirmou que pretende criar um mecanismo para permitir a saída dos beneficiários e evitar que permaneçam no programa. Marina respondeu que 700 mil pessoas deixaram o Bolsa Família no estado de São Paulo após melhora nas condições de vida.
O candidato, aliado de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), também disse que o governo Lula prometeu picanha e entregou desemprego, além de afirmar que a população empobreceu.
Os dados citados no debate incluem a saída do Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez em julho de 2025, após o retorno durante os anos de governo Bolsonaro. O país também registrou redução nos índices de pobreza.
Entre janeiro e julho de 2026, foram criados 921.645 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). No trimestre encerrado em julho de 2026, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, o menor índice registrado para esse período.




