A pesquisa do Instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) mostrou que 62% dos entrevistados apoiam o fim das bets no Brasil. O índice reúne 40% que conheciam e aprovavam a medida anunciada pelo governo Lula (PT) e 22% que não sabiam da Medida Provisória, mas avaliaram a proposta como uma boa ideia.
O levantamento também mediu a aprovação de outras medidas. O reajuste de 15% do Bolsa Família teve 59% de apoio. Desse total, 45% já conheciam o aumento e 14% foram informados durante a entrevista. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, com validade nos repasses de outubro.
A possível oferta de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da obesidade foi avaliada positivamente por 58%. A medida era conhecida por 38% dos entrevistados, enquanto 20% ainda não tinham informação sobre a possibilidade.
Regras para as bets
O estudo foi realizado após a publicação da Medida Provisória que prevê o fim das bets no Brasil. Novos aportes em casas de aposta não serão permitidos. Os sites continuarão disponíveis até 5 de outubro e serão bloqueados a partir de 6 de outubro.
Valores que não forem retirados até 5 de outubro serão devolvidos pelos bancos que operam para as bets entre 9 e 14 de outubro.
Bolsa Família
O benefício médio do programa passará de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento. Os pagamentos com o novo valor começarão em 19 de outubro, no início do calendário de outubro.
O custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto estimado é de R$ 22 bilhões. Conforme o ministério, o aumento repõe a inflação acumulada desde o início do governo Lula (PT) em 2023 até agosto. O Bolsa Família havia sido relançado em março de 2023 sem reajustes desde então.
Na simulação para o primeiro turno das eleições de 2026, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro (PL), com 34%. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.



