Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a política ambiental deve ser tratada como uma questão de sobrevivência da espécie humana, e não como discurso eleitoral. O presidente também disse que medidas construídas ao longo de anos podem ser desfeitas rapidamente por um governante contrário à agenda ambiental.
A declaração foi feita durante cerimônia de demarcação de unidades de conservação, nesta terça-feira, 8, no Palácio do Planalto, em alusão ao Dia da Amazônia. Na ocasião, Lula assinou decretos para criar quatro reservas ambientais no Amazonas e ampliar um parque nacional no Piauí.
Ao falar sobre a pauta climática, o presidente afirmou que seu governo não pode ter memória curta sobre o período em que, segundo ele, havia defesa da retirada de cercas para a passagem de gado. Lula disse que a formulação das políticas ambientais exigiu anos e que sua destruição não dependeria do mesmo esforço.
“Para nós, a questão do clima não é um discurso eleitoral, é uma questão de sobrevivência da espécie humana no planeta Terra”, declarou.
Em seguida, Lula afirmou que bastaria a chegada ao governo de alguém que não goste da questão ambiental para interromper o que está sendo feito. O presidente classificou essa pessoa como “um salafrário qualquer”.




