RIO GRANDE DO SUL — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a regulamentação das apostas on-line, as chamadas bets, e criticou o avanço do setor durante o governo de Jair Bolsonaro. A declaração foi feita nesta terça-feira (20), durante um evento no estado.
Lula afirmou que a administração anterior levou o cassino para dentro das casas brasileiras, permitindo que os filhos tivessem acesso às apostas por meio dos telefones. Para o presidente, a expansão das bets contrasta com a proibição de jogos de azar, como o jogo do bicho.
"A gente vai ter que regular essas coisas", disse Lula ao abordar as apostas. Ele também afirmou que a publicidade do setor ocupa espaço relevante na televisão.
Patrocínio no futebol
As casas de apostas ampliaram a presença entre os patrocinadores dos campeonatos estaduais. No Campeonato Paulista, há 15 patrocinadores fixos, e a edição deste ano retomou o troféu Craque do Jogo, entregue ao melhor atleta de cada partida com o patrocínio de uma casa de apostas on-line.
Estimativas do mercado indicam que cada contrato de patrocínio nos estaduais varia entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões. Considerados os acordos firmados nas competições regionais, o volume supera R$ 70 milhões durante o período dos torneios.
Lula já havia afirmado que seu governo precisa criar regras para o funcionamento das bets. Na declaração desta terça-feira, o presidente voltou a associar a regulamentação à necessidade de estabelecer limites para a atividade, sem detalhar novas medidas.



