NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 22, em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), que a eleição brasileira colocará os eleitores diante de uma escolha entre democracia e negacionismo. A votação ocorrerá no dia quatro de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores estaduais e representantes do Poder Legislativo.
“Vão decidir entre democracia e negacionismo”, disse Lula na sede da ONU. O presidente também declarou que o Brasil poderá avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou retornar a um passado de exclusão.
Lula afirmou que o governo brasileiro impedirá a atuação dos que classificou como inimigos da democracia brasileira, tanto no território nacional quanto no exterior. Segundo ele, abusos de autoridade são cometidos para atender a interesses estrangeiros.
Críticas à ingerência e às redes
No discurso, o presidente disse que o mundo voltou a registrar ingerência externa em processos eleitorais. Ele não fez uma denúncia explícita da atuação dos Estados Unidos no pleito presidencial deste ano.
Lula também citou o combate ao crime organizado, meses após Washington classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O presidente afirmou que o Brasil não vai terceirizar a responsabilidade para enfrentar esses grupos e disse que o combate à corrupção continuará no país.
Ao tratar do sistema eleitoral, Lula afirmou que os candidatos terão a mais ampla liberdade de expressão. Também reconheceu o desafio das redes de desinformação durante a campanha, mas defendeu que o país possui um sistema eleitoral moderno e robusto, sob o acompanhamento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre.
O presidente ainda criticou a pressão de multinacionais pela privatização do Pix. Para Lula, o sistema é uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que tornou a inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros.



