São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula condena interferência externa e defende soberania em discurso na ONU

Presidente criticou ingerência em eleições, citou crime organizado e afirmou que o pleito brasileiro será transparente e competitivo.

Lula condena interferência externa e defende soberania em discurso na ONU

O presidente Lula criticou a interferência externa em processos eleitorais e defendeu a soberania dos países latino-americanos durante discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça (22). Sem citar nominalmente os Estados Unidos, fez referências às ações do governo de Donald Trump.

“Não somos quintal de ninguém”, afirmou Lula. O presidente também disse que diferenças ideológicas não devem impedir a integração entre países vizinhos e declarou que a democracia está em xeque, após mencionar ações da “maior potência militar do mundo”.

Eleições brasileiras

Lula afirmou que as eleições do próximo dia 4 serão transparentes e competitivas. Na disputa pela reeleição, seu principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente disse que os candidatos terão ampla liberdade de expressão, mas afirmou que alguns usam esse direito para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país. Também declarou que a cidadania, a imprensa e o Estado brasileiro não permitirão ataques à vontade popular.

“O Brasil não subestima o crime organizado”, disse Lula ao abordar outro tema presente na agenda dos Estados Unidos nas Américas. Ele afirmou que o país está preparado para enfrentar criminosos e que não vai terceirizar a defesa das fronteiras. Também rejeitou a necessidade de porta-aviões para vigiar armas.

Lula abriu a sequência de discursos de chefes de Estado, função tradicionalmente atribuída ao Brasil. Em seu terceiro mandato, ele já participou do evento dez vezes. Ficou fora em 2005, durante o escândalo do Mensalão, e em 2010, quando preparava a campanha de Dilma Rousseff.

Entre os temas recorrentes de seus discursos estão a reforma do Conselho de Segurança da ONU e o combate à fome e à pobreza no mundo. Nesta viagem, a eleição brasileira daqui a duas semanas e a relação com o governo Trump também estavam entre os principais pontos de contexto. Trump aplicou tarifas econômicas contra o Brasil e tentou interferir no processo internacional.

Na segunda-feira (21), Lula ajustou os itens finais do discurso. Na véspera, reuniu-se com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador Bernie Sanders. Também concedeu entrevista à CNN internacional, na qual chamou Trump de “imperador” e criticou a guerra econômica em curso no mundo.

O presidente retorna ao Brasil após o discurso para seguir com sua agenda de campanha.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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