SÃO LUÍS — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira, 22, que bolsas de estudo financiadas com dinheiro público sejam direcionadas a tecnologia, inovação e inteligência artificial. A declaração foi feita durante visita a São Luís (MA).
Flávio criticou o uso de recursos em áreas que, segundo ele, não agregam ao país. “Nossas bolsas têm que ser para desenvolver tecnologia, inovação, inteligência artificial”, afirmou a jornalistas.
O candidato disse que o investimento em educação já é alto, mas mal empregado. Também prometeu cobrar métricas de desempenho nas universidades e revisar currículos e a formação de professores. A posição reforça o discurso bolsonarista contrário ao financiamento de bolsas em áreas como ciências humanas.
Promessas para o agro
Na agricultura, Flávio afirmou que pretende ampliar a concessão de títulos de propriedade e superar a marca atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de mais de 420 mil títulos urbanos e rurais. Também prometeu gratuidade nos registros em cartório e mecanismos para garantir a comercialização da produção da agricultura familiar.
O candidato ainda defendeu crédito “barato, acessível a todo o produtor rural, incluindo os produtores familiares” e a ampliação da transposição do Rio São Francisco, com novos ramais para levar água às residências do Nordeste.
Flávio comentou a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira 21. O levantamento mostra o candidato com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 41%. A diferença de 1 ponto porcentual mantém o cenário de empate técnico.
Na pesquisa do último dia 14, Flávio tinha 42%, ante 40% de Lula. O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06004/2026.




