O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderá a exploração de petróleo na Margem Equatorial, a proteção dos minerais críticos e o livre comércio no discurso de 7 de Setembro. O pronunciamento será transmitido na noite deste domingo, 6, e terá 3 minutos e 43 segundos.
Lula afirmará que nenhum país pode tutelar o Brasil sobre com quem o país deve vender ou comprar. A declaração será uma resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil em julho: uma de 25% e outra de 12,5%. Sem citar diretamente os Estados Unidos nem Donald Trump, o presidente dirá que as decisões comerciais brasileiras devem ser tomadas pelos próprios brasileiros.
O presidente também destacará o Marco Legal dos Minerais Críticos, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira, 2. Ele dirá que esses minerais podem gerar desenvolvimento e riqueza no futuro do país.
Ao abordar o petróleo na Margem Equatorial, Lula afirmará que os resultados da exploração devem desenvolver tecnologia e criar empregos qualificados. O presidente também apresentará o Brasil como exemplo global na defesa do meio ambiente e na transição energética, além de apontá-lo como país-chave para enfrentar futuras emergências climáticas.
No discurso, Lula defenderá a proteção das fronteiras, do território e do meio ambiente. Em um dos trechos, dirá que os brasileiros precisam estar “altivos” para impedir que o país volte a ser uma colônia de potências estrangeiras.
Na área econômica, o presidente defenderá que os brasileiros tenham “independência financeira”. Sem citar diretamente a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, dirá que a população precisa ter mais tempo para si e para a família.
Lula relacionará a Independência à criação de oportunidades para todos e defenderá o combate aos privilégios. A soberania do Brasil, segundo a abordagem prevista para o discurso, dependerá dessa capacidade de ampliar oportunidades e preservar a autonomia do país.




