NOVA YORK — Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que Donald Trump comunicou a interlocutores não ter intenção de interferir nas eleições brasileiras de outubro. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Lula disse que o processo eleitoral é uma questão doméstica.
O presidente afirmou ter pedido à Casa Branca que não participe da disputa para preservar a relação diplomática de 203 anos entre Brasil e Estados Unidos. Apesar da sinalização atribuída a Trump, Lula mencionou indícios e suspeitas de interferência com uso de inteligência artificial, sem detalhar os casos.
No fim de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) comunicou ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral que havia uma intensificação da pressão norte-americana sobre as eleições.
Tarifas e disputa eleitoral
Lula criticou a cobrança de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, imposta em julho, além de uma sobretaxa de 12,5%. O presidente afirmou que Trump age unilateralmente e “age como um imperador”. Também disse ser cauteloso na aplicação da Lei de Reciprocidade enquanto houver negociação em andamento.
Na política doméstica, Lula comentou a disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), chamou o adversário de representante do negacionismo e defendeu a segurança das urnas eletrônicas. O presidente está nos Estados Unidos para discursar nesta terça-feira (22) na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).




