São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula articula reação a Mendonça em meio à crise no STF

Presidente busca recompor apoio no Supremo após decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Lula articula reação a Mendonça em meio à crise no STF

Luiz Inácio Lula da Silva passou a articular uma reação à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Auxiliares avaliaram que a disputa no tribunal prejudica a campanha de Lula pela reeleição.

Ministros do governo, magistrados próximos ao Palácio do Planalto no STF e parlamentares discutiram uma estratégia para recompor uma maioria na corte capaz de isolar Mendonça, relator dos inquéritos do Master e do INSS.

Na quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a reincorporação de Andrei Rodrigues ao comando da PF e fez críticas a Mendonça. Interlocutores afirmaram que Lula compartilha de muitos dos argumentos apresentados por Dino na decisão.

Mudança na estratégia

A articulação do presidente com aliados também levou Andrei a protocolar um pedido de reabilitação em uma investigação sob a relatoria de Dino. O caso trata de suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Nas conversas, aliados concluíram que as tentativas do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, de criar uma ponte com Mendonça não produziram a neutralidade esperada no STF durante a campanha eleitoral. Lula foi convencido de que Mendonça atua para prejudicar sua candidatura e proteger o senador Flávio Bolsonaro.

O presidente autorizou uma ofensiva contra Mendonça e criticou, no X, “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. Lula também defendeu o fim dos sigilos do caso Master. A campanha oficial publicou um vídeo afirmando haver tentativa de interferência nas eleições e disse que o ministro responsável pelas investigações do Banco Master “parece querer proteger Flávio Bolsonaro”.

Lula se reuniu na terça-feira com Messias e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Na ocasião, afirmou que não aceitaria o afastamento de Andrei.

Papel de Fachin

Aliados de Lula, especialmente integrantes de uma ala do STF crítica a Mendonça, avaliam que o presidente da corte, Edson Fachin, perdeu o senso de urgência e tem sido omisso. Na avaliação desse grupo, a decisão de Dino buscou conter uma crise que poderia se prolongar.

Apesar disso, Lula considera Fachin importante para uma eventual pacificação do Supremo. Como não integra os grupos rivais do tribunal, Fachin poderia participar de um rearranjo interno, incluindo a redistribuição de inquéritos.

No entorno do presidente, há preocupação sobre como explicar ao eleitor a participação direta do governo na crise, em reversão à estratégia de tratar o assunto como restrito ao Judiciário. Uma das linhas de argumentação é que Mendonça, indicado por Bolsonaro, afastou o diretor-geral da PF durante cuja gestão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso.

Também existe receio de que a defesa de Andrei seja interpretada como apoio a Alexandre Moraes, principal antagonista de Mendonça no tribunal. A orientação é que Lula reforce a posição de que todos devem ser investigados.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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