São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Exportações do Brasil aos EUA sobem em valor, mas recuam em volume em agosto

Vendas cresceram 12,1% em valor, enquanto a quantidade exportada caiu 17,3%; no ano, o recuo chega a 9,7%.

Exportações do Brasil aos EUA sobem em valor, mas recuam em volume em agosto

As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 12,1% em valor em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. A quantidade embarcada, porém, caiu 17,3% e atingiu o menor nível para um mês de agosto desde 2021, de acordo com o Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil, elaborado com dados do Comexstat.

A alta em valor foi sustentada pelo aumento dos preços médios. A Câmara de Comércio norte-americana destacou que carne bovina, semimanufaturados de ferro ou aço, aeronaves e café também tiveram crescimento relevante em quantidade.

O resultado mensal já refletiu as tarifas adicionais de 40% e 50% aplicadas pelos Estados Unidos a partir de agosto do ano passado. Entre os produtos sujeitos atualmente às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, as exportações brasileiras recuaram 10,5%.

Acumulado do ano

De janeiro a agosto, as vendas brasileiras ao mercado norte-americano somaram US$ 24,1 bilhões, queda de 9,7% ante o mesmo período de 2025. Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano, com retração nas exportações e nas importações.

A queda das exportações brasileiras aos Estados Unidos atingiu os três grandes setores da economia. Na indústria de transformação, as vendas recuaram 4,9%, enquanto avançaram 6,6% para os demais mercados. Na indústria extrativa, houve baixa de 28,9% para os norte-americanos e alta de 19,6% para os outros destinos.

Na agropecuária, os embarques aos Estados Unidos caíram 26,7%, ante crescimento de 9,5% para o restante do mundo. Entre os dez principais produtos exportados ao país no acumulado do ano, seis registraram queda. Os maiores recuos foram de petróleo bruto, com 31,5%, ferro-gusa, com 8,1%, semimanufaturados de ferro ou aço, com 4,3%, e celulose, com 1,9%.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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