São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Livro analisa prazos para indenizações em complementação de aposentadoria

Capítulo de Francisco Loyola aborda efeitos do Tema 20 do TST sobre pedidos de reparação por perdas na previdência complementar.

Livro analisa prazos para indenizações em complementação de aposentadoria

O livro Previdência Complementar Fechada: Estudos Interdisciplinares e Perspectivas Atuais, publicado pela Editora Thoth, reúne uma análise sobre os prazos para pedidos de indenização relacionados à complementação de aposentadoria. O capítulo é assinado pelo advogado Francisco Loyola, sócio da CCM Advogados e assessor jurídico da Associação Nacional dos Beneficiários REG e REPLAN (ANBERR).

Intitulado “Indenização por Danos Materiais e os Prazos Prescritivos Decorrentes da Edição do Tema 20 do TST”, o estudo trata de situações em que parcelas trabalhistas não repercutiram adequadamente na formação da reserva matemática ou no cálculo do benefício. O tema interessa a trabalhadores, aposentados, participantes e assistidos de entidades fechadas de previdência complementar.

Prazos definidos pelo TST

O Tema 20 do Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu que pedidos de indenização por perdas e danos, quando não foi possível incluir parcelas salariais no benefício de complementação de aposentadoria, seguem o prazo prescricional das verbas trabalhistas. A regra prevê cinco anos durante o contrato de trabalho, com limite de dois anos após a extinção do vínculo.

A decisão também criou regras de modulação para situações distintas, considerando a data de concessão do benefício, o fim do vínculo empregatício e o trânsito em julgado de ações trabalhistas.

O capítulo recupera decisões que antecederam o julgamento do TST. A análise aborda os Temas 190 e 1 166 do Supremo Tribunal Federal, sobre as competências da Justiça Comum e da Justiça do Trabalho, e os Temas 955 e 1.021 do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo as decisões do STJ, a concessão do benefício de previdência complementar depende da formação prévia da reserva matemática. Quando a revisão direta do benefício não é possível, prejuízos atribuídos a atos do empregador podem ser levados à Justiça do Trabalho para pedido de reparação, nos casos abrangidos pelas teses.

“O Tema 20 procura dar uma resposta a uma discussão que foi sendo construída a partir de sucessivas decisões dos tribunais”, afirma Loyola. O advogado diz que o capítulo explica os prazos para a pretensão indenizatória e as regras de modulação estabelecidas pelo TST.

A obra reúne 10 artigos, organizados por Joyce Dias, Beatriz Veríssimo de Sena e Letícia Martins Medeiros, com contribuições de profissionais de diferentes áreas. O livro resulta de quase duas décadas de atuação prática da ANBERR e está disponível em formato digital.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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