SÃO LUÍS — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou nesta terça-feira, 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de conduzir de forma seletiva o inquérito sobre possíveis irregularidades em emendas parlamentares. A declaração foi feita durante uma visita a São Luís, no Maranhão.
“Flávio Dino está ali para fazer perseguição política, como ele tem feito aqui no Maranhão, usando seletivamente o inquérito que ele tem”, afirmou o senador a jornalistas. Flávio classificou a investigação como o “novo inquérito do fim do mundo”, em referência à apuração sobre fake news relatada por Alexandre de Moraes.
Dino determinou em agosto que a Polícia Federal investigasse possíveis crimes relacionados à execução das chamadas emendas Pix. A medida ocorreu depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao STF, em 31 de julho, um relatório técnico sobre a aplicação dos recursos.
A fiscalização analisou 100 emendas Pix, que totalizam R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios. O TCU apontou problemas de transparência e rastreabilidade, falhas na execução financeira, fraudes e irregularidades em licitações, contratos e obras.
Também nesta terça-feira, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, criticou a investigação. Para ele, “o inquérito das emendas virou um monstro nas mãos de Flávio Dino”.
Marinho afirmou que a apuração amplia poderes, desconsidera o juiz natural e permite seletividade nas investigações. O senador defendeu uma reforma do Judiciário para estabelecer limites ao que chamou de abusos e restaurar a normalidade democrática.



