Fernando Henrique Cardoso foi o único presidente do Brasil eleito no primeiro turno. Ele alcançou a maioria absoluta em duas eleições consecutivas: recebeu cerca de 54% dos votos válidos em 1994 e foi reeleito com 53% em 1998.
Também conhecido como FHC, Cardoso foi o 34º presidente da República Federativa do Brasil e governou até 2003. Desde então, há 24 anos e seis eleições presidenciais, nenhum candidato foi escolhido sem uma nova votação contra outro concorrente.
Como funciona a maioria absoluta
Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais um. Votos brancos e nulos não entram nessa contagem. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se um milhão de pessoas votarem nulo ou em branco, esses votos são registrados para fins estatísticos, mas ficam fora do total considerado na disputa.
Na prática, o vencedor precisa ter mais votos do que a soma de todos os adversários. Se nenhum candidato alcançar esse resultado, os dois mais votados avançam para o segundo turno.
A regra vale para a Presidência da República, os governos estaduais e cidades com mais de 200 mil eleitores. Antes da Constituição de 1988, o Brasil adotava a maioria simples: era eleito quem tivesse mais votos, sem a exigência de um percentual mínimo. Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros foram escolhidos nesse modelo.
O desempenho de FHC
Antes de chegar à Presidência, FHC foi ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e ficou associado ao Plano Real, que estabilizou a hiperinflação. Em 1994, derrotou Lula em uma chapa do PSDB aliada ao PFL e ao PTB, com a promessa de estabilizar a economia por meio da nova moeda.
Em 1998, repetiu a vitória no primeiro turno, mesmo em um cenário internacional mais instável. A regra da maioria absoluta já estava em vigor nas duas eleições em que Cardoso foi eleito.



