Fernando José Sarney nega conhecer Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme “Dark Horse”, citada em uma notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal.
Na representação, o senador afirma que o empresário teria pressionado a produtora a fazer uma delação premiada contra ele. Segundo Flávio, Sarney teria oferecido apoio jurídico e imunidade para que Karina prestasse um depoimento direcionado. O parlamentar sustenta que a conduta pode configurar coação no curso do processo.
Declaração juramentada
A Polícia Federal encontrou, em buscas realizadas contra a produtora em 10 de setembro, uma declaração juramentada de quatro páginas. No documento, Karina relata abordagens atribuídas a Fernando Sarney, a um pastor evangélico e a um jornalista.
Ela afirma ter conversado com o empresário em 22 de maio de 2026. Na ocasião, Sarney teria mencionado “grande proximidade com o ministro Flávio Dino”, relator de uma apuração ligada ao longa-metragem.
Karina registrou que recusou a oferta porque não via motivos para colaborar e preferia exercer sua defesa regular. Flávio Bolsonaro protocolou a notícia-crime contra Sarney no STF com base nesses relatos.




