São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Perícia aponta falhas na guarda de provas do caso Dark Horse

Vinte e sete dispositivos foram recusados pelo Instituto de Criminalística por risco de acesso ao conteúdo; a polícia nega manipulação.

Falha da polícia de Tarcísio gera risco de destruição de provas do caso Dark Horse

Vinte e sete dispositivos apreendidos na investigação sobre o filme Dark Horse foram recusados pelo Instituto de Criminalística por causa de falhas nas embalagens. O material incluía nove notebooks, cinco celulares e 13 pendrives. A perícia apontou que os invólucros permitiam acesso aos equipamentos e conexão de cabos sem marcas visíveis de violação.

A investigação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e apura a produção da cinebiografia fictícia de Jair Bolsonaro (PL), além da origem dos recursos usados no longa. Os dispositivos foram recolhidos pela Polícia Civil de São Paulo e estavam sob responsabilidade da estrutura comandada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A perita criminal Viviane Fleitas Menezes registrou que quatro embalagens de pendrives tinham uma abertura grande o suficiente para a retirada dos aparelhos. Em apurações digitais, a alteração das provas pode ocorrer com o acesso ao sistema, a exclusão de registros, a modificação de arquivos ou a inclusão de vestígios falsos, mesmo sem desaparecimento do equipamento.

A operação ocorreu em 1º de junho, mas os dispositivos só chegaram à perícia nos dois dias seguintes. Depois da recusa técnica, o material voltou à Polícia Civil em 8 de junho para ser acondicionado novamente. Os autos não informam se houve checagem de eventuais acessos indevidos nesse intervalo.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a recusa foi preventiva e negou manipulação de dados ou rompimento da cadeia de custódia. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), por sua vez, pediu a apuração de eventual obstrução de Justiça pela cúpula da segurança paulista.

Os equipamentos fazem parte da Operação Wi-Fi, que investiga suspeitas em contratos de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil. Relatórios da Polícia Federal e da Polícia Civil indicam possível circulação triangular de recursos e uso diferente da finalidade prevista para financiar a produção do filme.

Paralelamente, advogados dos investigados pediram ao STF que André Mendonça assuma a relatoria do inquérito. A medida busca retirar de Flávio Dino a análise sobre o uso de emendas parlamentares e verbas públicas na cinebiografia. A defesa também tenta direcionar ao ministro as provas relacionadas ao financiamento do longa e à Go Up Entertainment.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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