SÃO PAULO — O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região, Valdir Fernandes, pediu que policiais civis, militares e penais não votem pela continuidade do governador Tarcísio de Freitas. Em vídeo dirigido à categoria, ele criticou a política salarial e as condições de trabalho das forças de segurança de São Paulo.
Fernandes afirmou que os profissionais terão papel relevante na escolha do próximo governador e disse que Tarcísio não cumpriu promessas feitas durante a campanha. “O governador Tarcísio de Freitas, há quatro anos, quando eleito, prometeu os melhores salários e as melhores condições de trabalho. Não cumpriu nem uma e nem outra.”
O dirigente sindical citou problemas na estrutura da Polícia Civil e nas viaturas. Também afirmou que os policiais civis estão entre as posições mais baixas na evolução salarial entre carreiras policiais do país. No vídeo, porém, não apresentou a fonte nem a metodologia para os números mencionados.
Críticas à política salarial
Segundo Fernandes, não há perspectiva de melhora nos salários caso Tarcísio seja eleito. O presidente do sindicato relacionou a eventual continuidade do governador à manutenção dos problemas apontados e fez um apelo direto à categoria: “Eu peço a toda a família policial: não jogue o seu voto fora.”
A manifestação ocorre em meio a críticas de entidades policiais ao governo. Em fevereiro de 2026, sindicatos de diferentes carreiras da segurança pública participaram de um protesto em São Paulo contra a política salarial. Durante o ato, manifestantes gritaram “fora, Tarcísio” e “governador mentiroso”.
O Palácio dos Bandeirantes divulga que policiais civis e militares acumularam 45,2% de reajuste entre 2022 e 2025. Entidades representativas contestam o cálculo porque ele inclui o reajuste de 20% concedido em 2022, ainda na gestão do então governador João Doria, antes de Tarcísio assumir o governo de São Paulo.
A divergência envolve tanto o percentual considerado quanto a atribuição do reajuste. Fernandes usou o tema para defender mudança na política salarial e pedir que a chamada família policial não apoie a continuidade do atual governo.



