RIO DE JANEIRO — A medida provisória assinada pelo presidente Lula para tornar ilegais as apostas online levou candidatos ao governo estadual a apoiar a proibição, criticar o momento da decisão ou defender regras de transição. O texto foi assinado na sexta-feira (25), uma semana antes do primeiro turno.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) afirmou que pretende extinguir a Loterj, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro. Ele acusou a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL) de credenciar plataformas de apostas por meio da companhia pública e disse que a empresa foi usada para favorecer o grupo político ligado a Douglas Ruas (PL), candidato ao governo.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou um grupo de trabalho com a Federação Pernambucana de Futebol e clubes, além de propor uma linha de apoio financeiro aos times. João Campos (PSB), adversário de Raquel, também se declarou contra as bets. Quando era prefeito do Recife, em maio de 2025, ele reduziu de 5% para 2% a alíquota do ISS para casas de apostas online e definiu a mudança como adequação à legislação nacional.
No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) apoiou a proibição, mas criticou a condução do governo Lula e defendeu regras de transição. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues celebrou a decisão. Ele havia enviado à Assembleia Legislativa um projeto para criar a Loteba, mas retirou a proposta.
Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém histórico de críticas às apostas, enquanto Patrus Ananias (PT) comemorou a medida. No Paraná, Requião Filho (PDT) levou o tema à campanha; Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD) disseram ser contra as bets em sabatina realizada em agosto.
No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) afirmou ser contrário às apostas, mas chamou a medida provisória de ato eleitoral e disse que ela pode gerar insegurança jurídica. Juliana Brizola (PDT) defendeu a iniciativa, e Marcelo Maranata (PSDB) também incluiu o assunto na campanha.




