São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Disputa pelo governo do Paraná incorpora crise no Supremo à campanha

Sérgio Moro e Sandro Alex divergiram sobre decisões envolvendo a Polícia Federal e a indicação de Flávio Dino ao STF.

Disputa pelo governo do Paraná incorpora crise no Supremo à campanha
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no debate entre os candidatos ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD). Os dois se manifestaram nesta quarta (09) sobre decisões relacionadas à chefia da Polícia Federal (PF) e ao ministro Flávio Dino.

Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. Rodrigues havia sido afastado na terça (8) por André Mendonça. Na mesma data, Edson Fachin havia dado 72 horas para Mendonça se manifestar, mas Dino tomou uma decisão em outro processo antes disso.

Mendonça afirmou que ao menos seis relatórios de inteligência da PF foram produzidos tendo como alvo o próprio ministro entre 3 e 31 de agosto. Ele classificou o episódio como de “superlativa gravidade” e “ilicitude”.

Divergência entre candidatos

Moro criticou a decisão de Dino nas redes sociais e disse que o ministro havia “atropelado” a decisão de Mendonça. Para o candidato, a medida não respeitou as regras processuais e de competência. Ele também relacionou a decisão à suspeita de uso ilegal da PF na produção de relatórios contra a investigação do Banco Master.

“Estamos em uma grave crise institucional”, afirmou Moro em vídeo. O candidato defendeu que as leis fossem seguidas e rejeitou a politização da Polícia Federal.

Sandro Alex, por outro lado, questionou a posição de Moro durante uma sabatina. O candidato afirmou haver incoerência no ataque a Dino, porque Moro teria apoiado a indicação do ministro para o STF.

A votação no Senado foi secreta, e Moro não informou publicamente seu voto. Uma conversa registrada no plenário mostrou um interlocutor orientando o senador a não deixar “vídeo” de que havia votado a favor. O episódio também levou Deltan Dallagnol a interpretar a movimentação como sinal de apoio de Moro à indicação de Dino.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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