As eleições de 2026 no Paraná terão 1.088 candidaturas, das quais 194 são de pessoas nascidas fora do estado. O grupo representa 17,8% do total, enquanto 894 candidatos, ou 82,2%, nasceram no Paraná.
O levantamento, baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considera as disputas pelo Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Em 2022, o estado registrou 304 candidaturas de pessoas nascidas fora do Paraná, equivalentes a 19,2% do total naquele pleito.
Entre os municípios paranaenses, Curitiba concentra o maior número de candidatos, com 253. Londrina aparece na sequência, com 48, seguida por Maringá, com 34; Ponta Grossa, com 33; e Cascavel, com 28.
Origem dos candidatos
São Paulo é a cidade de fora do Paraná com mais candidatos concorrendo pelo estado: 24. Porto Alegre tem seis, enquanto Brasília, Ourinhos e Rio de Janeiro registram cinco cada uma.
Na divisão por unidades da federação, São Paulo reúne 70 candidatos, atrás apenas do Paraná. O Rio Grande do Sul tem 32 e Santa Catarina, 20. Não há candidatos nascidos em Sergipe, Roraima, Amapá, Rondônia ou Tocantins concorrendo no Paraná. Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Alagoas, Piauí e Acre têm um candidato cada.
A candidata nascida na cidade menos populosa é Luciana Rafagnin, do PT. Ela nasceu em Mariano Moro (RS), município com cerca de 2 mil habitantes, segundo o IBGE. Rafagnin vive no Paraná desde os três anos, quando se mudou com a família para Francisco Beltrão. Filiada ao PT desde 1989, foi vereadora da cidade e depois eleita deputada estadual em 2002, 2006, 2010, 2018 e 2022. Agora, disputa uma vaga de deputada federal.
Caso na Câmara de Curitiba
A origem dos candidatos também esteve no centro de uma controvérsia recente na Câmara Municipal de Curitiba. A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), natural de Caçador (SC), foi acusada de xenofobia após dizer que a colega Vanda de Assis (PT), nascida no Ceará e moradora de Curitiba há mais de 30 anos, deveria voltar ao estado onde nasceu.
Guzella se tornou ré por discriminação. A fala ocorreu em sessão da Câmara Municipal de Curitiba no dia 5 de agosto deste ano. A vereadora negou as acusações de xenofobia.



