O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF). As declarações foram dadas durante sabatina na Rádio Itatiaia, nesta quarta-feira, 9.
Caiado apoiou as decisões de André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master no STF. O ministro determinou a retirada do sigilo da ação que trata de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco, e solicitou o afastamento de Rodrigues da PF.
Para Caiado, o STF deveria se reunir imediatamente para analisar o afastamento de Moraes. O candidato também afirmou que o Senado Federal poderia votar o afastamento definitivo do ministro, chamado por ele de impeachment, enquanto a Justiça prosseguiria com a apuração dos fatos denunciados.
“O Supremo Tribunal Federal não pode servir de escudo para problemas de ordem individual”, declarou. Em seguida, Caiado disse que o colegiado deveria afastar Moraes da função de ministro e que outras medidas poderiam ser adotadas.
Críticas à Polícia Federal
O candidato defendeu a permanência de Mendonça no comando do caso e mencionou a queixa do ministro sobre monitoramento. Segundo Caiado, Mendonça foi grampeado durante 30 dias, o que justificaria seu afastamento do processo.
Caiado também afirmou que o monitoramento de um ministro do STF por um diretor-geral da PF seria suficiente para demonstrar que Rodrigues não teria condições de continuar no cargo. “O afastamento dele já deveria ter acontecido”, disse.
Na avaliação do candidato, a divulgação dos nomes envolvidos no caso permitiria à sociedade conhecer as práticas que ele atribuiu às pessoas investigadas antes da eleição. As declarações foram feitas na mesma entrevista em que defendeu medidas contra Moraes e Rodrigues.




