São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Andrei Rodrigues segue afastado da PF após decisão de André Mendonça

Diretor-geral foi responsabilizado por relatório interno usado em pedido de investigação contra o ministro do STF.

Andrei Rodrigues segue afastado da PF após decisão de André Mendonça

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, permanece afastado do cargo após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A determinação foi tomada nesta terça-feira (8), e a Corte formou maioria para mantê-la.

Gilmar Mendes pediu vista do processo, ampliando em 90 dias o prazo para sua análise. O movimento, porém, não alterou os efeitos da decisão de Mendonça, e Rodrigues continua fora da direção da PF.

Relatório e investigação

Rodrigues foi responsabilizado por um relatório interno elaborado pela própria Polícia Federal. O documento foi usado por Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

A acusação de abuso de autoridade ocorreu depois que Mendonça divulgou apurações da PF que relacionavam Moraes a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório afirma que o ministro teria conduzido as investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil-AP, favorecendo grupos políticos e comprometendo a imparcialidade judicial.

Mendonça sinalizou que poderia levar ao plenário a discussão sobre a abertura de uma investigação formal contra Moraes.

Carreira na segurança pública

Escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva para substituir a cúpula associada ao governo Jair Bolsonaro, Rodrigues havia trabalhado como coordenador de segurança do presidente. Antes, integrou a equipe de proteção da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010 e manteve proximidade com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Rodrigues também participou da segurança da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Nessas ocasiões, ocupou o cargo de secretário extraordinário de Segurança de Grandes Eventos.

Durante sua gestão na PF, foram levantadas investigações envolvendo integrantes do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agência Brasileira de Inteligência, do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Em 2023, houve uma disputa sobre a responsabilidade pela segurança de Lula e da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. Um decreto presidencial criou a Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República e transferiu à PF parte da proteção, mas a segurança do presidente voltou ao GSI.

Em janeiro de 2024, a disputa entre a PF e a Abin terminou com a demissão do diretor-adjunto da agência, Alessandro Moretti. Ele havia sido citado em relatório policial sobre o suposto uso da Abin, durante o governo Bolsonaro, para espionar adversários políticos.

Ao anunciar Rodrigues, Lula disse que seria necessário consertar a PF e que não queria “policiais dando shows nas investigações”. Antes da direção-geral, Rodrigues ocupou funções de gestão, incluindo postos na Espanha, na área de Polícia Fazendária, na delegacia do aeroporto de Brasília e na diretoria executiva da PF.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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