O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de uma “Força de IA” e disse que pretende nomear em breve um responsável pelo setor, chamado de “czar” da inteligência artificial. Em publicação na Truth Social, afirmou que o governo não vai impedir nem desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Trump não informou quem ocupará o posto nem detalhou a composição e as atribuições da nova estrutura.
“Não vamos, de forma alguma, impedir ou frear o crescimento desta indústria incrível”, escreveu Trump. O presidente afirmou que possíveis irregularidades podem ser tratadas pelas leis civis e criminais já existentes. Também comparou a iniciativa à criação da Força Espacial, durante seu primeiro mandato, e estimou que a inteligência artificial possa representar 25% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos. Ele não apresentou prazo nem fonte para essa projeção.
A declaração ocorre durante o debate sobre a velocidade de desenvolvimento dos sistemas mais avançados. No sábado passado (12), Dario Amodei, executivo-chefe da Anthropic, defendeu uma redução no ritmo de avanço dos modelos para ampliar as medidas de segurança. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, também apoiaram uma desaceleração.
Trump voltou a defender os data centers, estruturas que concentram a infraestrutura computacional usada por sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, essas instalações geram salários maiores, arrecadação e benefícios para as comunidades onde são construídas. A expansão, porém, ampliou nos Estados Unidos a discussão sobre o consumo de energia e os custos da infraestrutura elétrica.
Na quarta-feira (16), a Câmara dos Representantes aprovou por 417 votos a 3 o Ratepayer Protection Act. O projeto prevê que reguladores estaduais avaliem se grandes consumidores, incluindo data centers, devem pagar pelos custos adicionais da rede. Em (18), Trump disse discutir o avanço da proposta com John Thune, líder da maioria republicana no Senado.
A função já foi ocupada por David Sacks, que deixou em março o posto de responsável da Casa Branca pelas políticas de IA e criptomoedas. Trump também afirmou que os Estados Unidos estão à frente da China e que pretende manter essa liderança. O tema está nas conversas entre Washington e Pequim antes do encontro com Xi Jinping, marcado para 24 de setembro, em Washington.



