São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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9 de setembro de 1944 derruba governo pró-Eixo e muda a Bulgária

Frente da Pátria e partisans tomaram Sófia, encerraram a aliança com a Alemanha e abriram caminho para a República Popular da Bulgária.

9 de setembro de 1944 derruba governo pró-Eixo e muda a Bulgária

Em 9 de setembro de 1944, a Frente da Pátria, apoiada pelo Exército Vermelho, derrubou o governo de Konstantin Muraviev na Bulgária. A mudança encerrou a aliança do país com a Alemanha nazista e levou à formação de um governo de coalizão chefiado por Kimon Georgiev.

A Frente da Pátria reunia comunistas, social-democratas, dissidentes de esquerda da União Agrária Nacional Búlgara e integrantes do movimento nacionalista Zveno. Mais de 20.000 civis búlgaros participaram da resistência, com ações de guerrilha, sabotagem, contrainteligência e combate contra o governo e as forças alemãs.

Da aliança com o Eixo à resistência

A Bulgária havia aderido ao Pacto Tripartite em março de 1941, sob pressão diplomática e com o objetivo de recuperar territórios perdidos em guerras anteriores. O país permitiu a passagem de tropas alemãs para as campanhas contra a Iugoslávia e a Grécia e, em troca, reocupou parte dos territórios que havia cedido.

O governo se tornou mais repressivo, perseguindo comunistas e dissidentes, realizando prisões em massa e executando apoiadores das forças antifascistas. Também deportou judeus das regiões ocupadas da Macedônia e da Trácia. Apesar da pressão de Berlim, não declarou guerra à União Soviética.

A resistência civil começou a se organizar em 1941, com papel central do Partido dos Trabalhadores da Bulgária, que incorporava o Partido Comunista e era liderado no exílio por Georgi Dimitrov. Em 1942, as correntes antifascistas se uniram na Frente da Pátria.

A morte do czar Boris III, em agosto de 1943, deixou o país sob a regência do príncipe Cirilo. Enquanto o Exército Vermelho avançava na Frente Oriental e os Aliados desembarcavam na Itália, aumentavam a insatisfação popular e a atividade da resistência búlgara.

Tomada de Sófia

Em agosto de 1944, o avanço soviético pelos Bálcãs e a capitulação da Romênia agravaram o isolamento da Bulgária. Ivan Bagryanov tentou romper com Berlim e adotar uma política de neutralidade, mas foi substituído em 2 de setembro de 1944 por Konstantin Muraviev. O novo premiê declarou guerra à Alemanha nazista e tentou negociar um armistício com os Aliados.

Em 5 de setembro de 1944, a União Soviética declarou guerra à Bulgária. Na manhã de 8 de setembro, a 3.ª Frente Ucraniana, comandada pelo marechal Fiódor Tolbukhin, cruzou o Rio Danúbio com cerca de 260 mil homens e avançou em direção a Varna e Burgas.

Na noite de 8 para 9 de setembro, unidades militares alinhadas à Frente da Pátria ocuparam pontos estratégicos de Sófia. O Ministério da Guerra, o Ministério do Interior, os correios, a estação de rádio e a central telefônica passaram ao controle dos insurgentes. Muraviev e os integrantes de seu governo foram presos.

A transição na capital ocorreu quase sem resistência. Ainda em 9 de setembro, foi anunciado o novo governo. A Bulgária se juntou à frente antifascista e passou a combater as tropas de Adolf Hitler ao lado da União Soviética e dos Aliados ocidentais.

Fim da monarquia

O Partido dos Trabalhadores da Bulgária, depois renomeado Partido Comunista Búlgaro, tornou-se a força dominante ao controlar ministérios estratégicos e milícias populares. O retorno de Georgi Dimitrov, em novembro de 1945, após mais de duas décadas de exílio, marcou a consolidação da liderança comunista.

Um referendo realizado em 8 de setembro de 1946 aprovou a abolição da monarquia. A família real foi exilada, e a República Popular da Bulgária foi proclamada em 15 de setembro de 1946, com Dimitrov como primeiro-ministro. Uma nova Constituição, inspirada no modelo soviético, foi promulgada em dezembro de 1947.

O governo promoveu redistribuição de terras, nacionalização de setores estratégicos, controle estatal do comércio e da indústria, ampliação dos direitos trabalhistas e universalização da saúde. Também direcionou investimentos para campanhas de alfabetização, escolas, universidades e serviços públicos. O governo socialista permaneceu por 46 anos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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