São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Milei busca capital europeu e TotalEnergies anuncia US$ 10 bilhões na Argentina

Em Paris, presidente argentino defendeu energia e minerais do país; Eramet prevê mais US$ 350 milhões para projeto de lítio.

Milei busca capital europeu e TotalEnergies anuncia US$ 10 bilhões na Argentina

A TotalEnergies anunciou investimento de cerca de 10 bilhões de dólares na Argentina nos próximos anos, em três projetos já existentes. O anúncio foi feito durante um evento com investidores europeus, no qual o presidente argentino, Javier Milei, apresentou o país como fornecedor de energia e minerais.

O presidente-executivo da empresa, Patrick Pouyanné, afirmou que o grupo, primeiro produtor de gás na Argentina, fará os aportes e incentivou outros empresários a seguir o mesmo caminho. A mineradora francesa Eramet também informou que solicitará a ampliação de seu projeto de produção de lítio em Centenario, no norte argentino. A iniciativa pode representar investimento adicional de cerca de 350 milhões de dólares.

Milei está na França desde quarta-feira. Em discurso de quase uma hora diante de potenciais investidores, defendeu as políticas econômicas de seu governo e as reservas naturais argentinas. O presidente afirmou que a Argentina tem energia abundante, está longe de conflitos e pode oferecer segurança para empresas europeias.

Energia e minerais críticos

Os anúncios ocorreram durante a Argentina Week, evento promovido por Buenos Aires para captar investimentos na sede da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Milei destacou as reservas argentinas de cobre, lítio e urânio. Também disse que o país reúne condições para liderar em inteligência artificial, com energia, metais e minerais necessários aos centros de dados.

A agenda inclui uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, a partir das 16h30 no Palácio do Eliseu. Segundo o gabinete de Macron, o anfitrião defenderá a União Europeia após críticas de Milei e pedirá calma na disputa entre Buenos Aires e Londres pelas Malvinas.

Desempenho econômico e eleição

A viagem ocorre a um ano das eleições presidenciais. A desaprovação de Milei está entre 55%-60%, segundo pesquisas. Desde que assumiu o poder, no final de 2023, o governo reduziu a inflação anual de 161% para 33%, equilibrou as contas públicas e reconstruiu parcialmente as reservas de divisas.

A política de austeridade também enfraqueceu a indústria, o emprego e o consumo. A pobreza aumentou no primeiro semestre de 2026, atingindo quase um em cada três argentinos, enquanto a economia recuou 0,6% entre abril e junho, com queda do consumo e do investimento.

Milei afirmou que manterá o rumo de sua política e prometeu um “milagre” caso seja reeleito e obtenha maioria parlamentar. Ele disse que, se o governo for reeleito em 2027, 2028 será o melhor ano econômico da história argentina.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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