O governo da Argentina demitiu doze funcionários civis da Quinta de Olivos, residência oficial do presidente Javier Milei, e determinou a transferência dos demais servidores civis para outros setores da administração pública. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (17/09).
A medida criou uma administração exclusivamente militar para a residência presidencial. De acordo com o comunicado oficial, a Casa Militar passará a responder integralmente pela segurança de Olivos e das residências temporárias usadas pelo presidente e por sua família. O governo afirmou que a mudança busca reforçar a proteção e facilitar os processos administrativos internos.
A estrutura militar não era adotada em Olivos havia 43 anos. A última ocorrência foi durante a ditadura argentina, que durou entre 1976 e 1983.
Justificativas do governo
A Casa Rosada relacionou a decisão à necessidade de ampliar os sistemas de proteção de Milei diante da “escalada global de insegurança”. Também informou que a mudança integra um novo protocolo previsto para a visita do papa Leão 14, programada para ocorrer entre 8 e 11 de novembro.
Outra versão para a decisão envolve supostos vazamentos de informações do governo para a imprensa argentina. Os doze funcionários demitidos teriam sido apontados como fontes de dados reservados que foram publicados localmente. Essa hipótese explicaria por que eles foram dispensados, enquanto os demais trabalhadores civis serão remanejados dentro da estrutura governamental.
A Quinta de Olivos tem função residencial, diferente da Casa Rosada, que é a sede de trabalho da Presidência argentina. A Casa Militar assumirá as funções de segurança no local e nas residências temporárias do presidente e de sua família.




