Médicos e professores do setor público do Paraguai convocaram greves em setembro, em meio à tramitação no Congresso do projeto de lei orçamentária de 2027. As categorias reivindicam reajustes salariais e mais recursos para a educação e a saúde.
O Sindicato Nacional dos Médicos (Sinamed) notificou formalmente o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social sobre a nova paralisação. A greve dos médicos está marcada para 21 e 22 de setembro, depois de uma suspensão das atividades realizada entre 24 e 28 de agosto.
A secretária-geral do Sinamed, Rossana González, afirmou que o sindicato pretende negociar com a intermediação do Ministério do Trabalho. “Nosso objetivo não é entrar em greve, mas resolver este problema”, disse.
Os médicos também pedem o fornecimento de medicamentos e suprimentos para hospitais, a alocação de vagas para cerca de 9.000 trabalhadores com contratos temporários e outros benefícios trabalhistas. Em assembleia, a categoria rejeitou uma proposta do governo para criar uma tabela salarial baseada em formação e antiguidade.
Dados oficiais indicam que os médicos do sistema público recebem entre 5 milhões (R$ 4.300) e 5,4 milhões de guaranis (R$ 4.640), conforme o tipo de contrato. Uma nova proposta do Ministério da Saúde e Bem-Estar Social foi apresentada na terça-feira, mas os detalhes não foram divulgados.
Professores
A Federação Paraguaia de Educadores (FEP) convocou greve para 17 e 18 de setembro. A categoria exige aumento salarial de 8% e mais verbas para a educação em 2027. O presidente da entidade, Silvio Piris, afirmou que a paralisação deve interromper as atividades pedagógicas nas instituições públicas.
O Executivo apresentou ao Congresso, em 1º de setembro, uma proposta orçamentária com aumento de 2,4% para os salários dos professores. Piris disse que o reajuste deveria ser de pelo menos 5% e afirmou que pedirá ao Ministério da Economia e Finanças a inclusão do aumento no projeto, que começou a ser debatido na segunda-feira.




