Cinco pessoas morreram e cerca de 70 ficaram feridas após uma explosão atingir uma casa onde dezenas de pessoas aguardavam uma cerimônia de casamento em Kuhestak, no sul do Irã. O casal ainda não havia chegado quando o imóvel da família Malahi foi atingido, na noite de terça-feira.
Entre os mortos estão uma criança de quatro anos, três mulheres — uma delas morreu no hospital — e um homem. Fotos de família e pertences foram retirados dos escombros e empilhados no pátio da residência.
A explosão ocorreu quando os Estados Unidos bombardearam o sul do Irã em 1º de setembro, segundo autoridades iranianas. No domingo, o local ainda apresentava o teto de um cômodo desabado, rachaduras profundas nas paredes de um corredor, janelas quebradas e a cozinha destruída. Parte da fachada estava carbonizada, e um grande buraco podia ser visto em uma parede.
Danos na área
Operários removiam os destroços de uma torre de telecomunicações derrubada no ataque. A estrutura tinha cerca de 15 metros de altura e ficava próxima ao porto, a cerca de 100 metros da casa onde acontecia o casamento. Um prédio técnico e administrativo do mesmo complexo também foi gravemente danificado.
Fragmentos de estilhaços foram encontrados nas áreas próximas, inclusive no telhado de uma loja. Várias casas foram evacuadas. No porto de Kuhestak, o cais e uma grande barcaça sofreram danos.
As autoridades iranianas responsabilizaram os Estados Unidos pelo bombardeio. O Judiciário afirmou que foram usadas munições de precisão, enquanto o Ministério das Relações Exteriores classificou o ataque como um “crime de guerra”.
Washington não assumiu a responsabilidade, mas informou que investiga o incidente e mantém a posição de que não ataca civis intencionalmente. Autoridades americanas afirmaram que as Forças Armadas atingiram infraestruturas militares e de comunicação na região.



