Os Estados Unidos reforçam os esforços para preservar a memória dos ataques de 11 de setembro de 2001, à medida que aumenta a parcela da população que não viveu os acontecimentos ou não tem idade para lembrá-los.
O presidente Donald Trump participará das homenagens no Pentágono. O vice-presidente JD Vance e os quatro antecessores de Trump — Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush — estarão no Marco Zero, no sul de Manhattan. Os ataques às torres do World Trade Center deixaram a maior parte das 2.977 vítimas daquele dia.
A ausência de Trump em Nova York foi atribuída pelo New York Times à restrição de discursos no local, criada para manter a cerimônia apartidária. Trump classificou a informação como “inventada”.
Beth Hillman, presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro e veterana da Força Aérea dos EUA, afirmou que muitos de sua geração se lembram de onde estavam durante os ataques. Hoje, 100 milhões de americanos não haviam nascido ou eram jovens demais para guardar essa lembrança.
Memória para novas gerações
O museu passou a concentrar parte de seu trabalho em divulgação, educação e contato com o público mais jovem. Voluntários treinados, entre eles socorristas, conversam com visitantes que conheceram o desastre por relatos dos pais ou pela escola.
A instituição recebe 2,4 milhões de visitantes por ano. Logan Miller, voluntário de 32 anos que perdeu um tio e um avô nos ataques, disse que os jovens fazem mais perguntas e demonstram maior curiosidade do que visitantes mais velhos.
O memorial é formado por dois grandes espelhos d’água construídos sobre as fundações das Torres Gêmeas. Para Ignacio Gaete, chileno de 22 anos que visitava o local, a importância do 11 de Setembro pode atravessar gerações mesmo entre pessoas sem lembranças próprias dos ataques.
No Marco Zero, familiares lerão os nomes das vítimas a partir das 8h40, horário em que o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte. O horário corresponde a 9h40 no horário de Brasília. À noite, dois feixes de luz serão projetados no céu para simbolizar as torres.
Vítimas e consequências
Em 2001, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões. Dois atingiram o World Trade Center e provocaram o colapso dos edifícios de 110 andares. Um terceiro caiu no Pentágono. O quarto caiu em um campo perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros enfrentaram os sequestradores; o avião aparentemente tinha como alvo o Capitólio ou a Casa Branca.
Além das mortes ocorridas no dia dos ataques, mais de 9.400 pessoas morreram posteriormente por doenças relacionadas ao episódio, segundo o programa federal de assistência médica aos afetados.
O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como suposto mentor dos ataques e um dos principais tenentes de Osama bin Laden, foi marcado para junho de 2028, na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. Ele está preso no local há 20 anos.



