Os Estados Unidos autorizaram a venda de 48 caças F-35 e 49 motores à Arábia Saudita por estimados US$ 24,9 bilhões (R$ 151,4 bilhões no câmbio desta quinta-feira (17)). O negócio foi aprovado pelo Departamento de Estado em meio à crise entre Riad e os houthis do Iêmen.
A compra havia sido anunciada por Donald Trump durante a visita do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman a Washington, em novembro. A Arábia Saudita buscava os aviões havia anos e opera uma frota composta por caças americanos e europeus, mas ainda não tinha um modelo de quinta geração.
No Oriente Médio, apenas Israel opera o F-35. O governo israelense protestou contra a venda e também contra a possibilidade de a Turquia voltar ao programa de fabricação do caça. O país foi excluído do projeto em 2019, após adquirir sistemas antiaéreos da Rússia. Trump disse na terça (15) que uma decisão sobre o retorno turco deve ocorrer logo.
O conflito entre sauditas e houthis foi reaberto desde julho, depois de ter ficado congelado em 2022. Na semana passada, os rebeldes tomaram a costa iemenita no mar Vermelho e ameaçaram bloquear portos sauditas. O grupo também derrubou um caça F-15 saudita, mas os F-35 não chegarão a tempo de influenciar o conflito atual.
Exercícios navais com a Grécia
Israel informou nesta quinta-feira (17) que realizou, há duas semanas, um exercício naval não divulgado com a Grécia no Mediterrâneo, próximo a águas contestadas por Atenas e Ancara em torno de Chipre. Participaram dois navios israelenses lançadores de mísseis e duas fragatas gregas, em simulações de coordenação e ataque.
Israel e Grécia realizam exercícios conjuntos desde 2011. No fim do ano passado, anunciaram uma força conjunta de 2.500 homens para ações aeronavais no Mediterrâneo. Em abril, Atenas comprou US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em sistemas de artilharia com mísseis israelenses Puls. Em agosto, os países anunciaram um acordo de US$ 3,5 bilhões (R$ 18 bilhões) para um sistema antiaéreo de três camadas.
A Grécia pretende gastar quase US$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões) em dez anos em seu programa de rearmamento.



