O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta sexta-feira (18/09) que o país não enviará tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos na guerra contra a República Islâmica do Irã.
Em coletiva à imprensa local, Lee disse que não haverá mobilização militar sul-coreana para esse objetivo. “Não haverá qualquer mobilização que envolva ou resulte em guerra”, declarou.
A decisão ocorre após meses de pressão do governo dos Estados Unidos para que Seul enviasse forças em apoio às operações destinadas a retirar do Irã o controle militar sobre o Estreito de Ormuz. A República Islâmica assumiu esse controle a partir de fevereiro, em retaliação a um bombardeio lançado por Washington e Tel Aviv.
O presidente norte-americano Donald Trump já havia criticado Lee por oferecer “apoio insuficiente” aos Estados Unidos. Depois da declaração, foram adotadas medidas que reduziram os exercícios militares conjuntos entre os dois países.
Negociação entre as Coreias
Lee também afirmou que está aberto a negociar com Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, um acordo de paz entre as Coreias. A possibilidade, segundo ele, depende do alinhamento de fatores de interesse de Seul.
O presidente sul-coreano afirmou que Trump quer negociações e que Seul também trabalha para viabilizar o diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.
Na mesma coletiva, Lee disse que avalia permitir que as forças militares sul-coreanas tenham um papel maior na segurança da região próxima à Península Coreana. O país mantém atividades militares de apoio aos Estados Unidos na Somália, em uma missão de combate à pirataria.
No campo econômico, o governo sul-coreano se comprometeu no ano passado a investir US$ 350 bilhões na indústria de manufaturas dos Estados Unidos. Em troca, Washington reduziria as tarifas de importação sobre produtos coreanos para 15%.




