SÃO PAULO — O Ibovespa avançou 0,54% nesta terça-feira, 15, aos 186.502,64 pontos, apoiado pela alta do petróleo e pelo desempenho das ações da Petrobras. O índice chegou a se aproximar dos 187 mil pontos, mas perdeu força durante a tarde. O giro financeiro das ações somou R$ 15 bilhões, e a alta acumulada em setembro chegou a 5,12%.
O Brent para novembro subiu 2,9%, a US$ 108,75 por barril, após impactos sobre a oferta na Arábia Saudita provocados por ataques dos houthis, do Iêmen, a um importante oleoduto. A valorização da commodity elevou as preocupações com a inflação global, mas favoreceu as margens da Petrobras. “A crise no Estreito de Ormuz tem interferido demais no preço da commodity”, afirmou o assessor de investimentos Ricardo Freitas.
Câmbio e cenário externo
O dólar à vista oscilou entre R$ 5,1270 e R$ 5,1626 e terminou o pregão em alta de 0,14%, a R$ 5,1551. A moeda acumula ganho de 0,58% nos dois primeiros pregões da semana, mas ainda recua 0,48% em setembro, após subir 2,16% em agosto. No ano, a queda é de 6,08%.
O índice DXY, que acompanha o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,26% por volta das 17h, aos 99,637 pontos, depois de atingir 99,687 pontos. Na semana, o indicador sobe 0,55%, enquanto o Brent acumula alta de quase 20% no mês.
Pela manhã, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e comprou US$ 1 bilhão em dólar futuro, por meio da oferta de 20 mil contratos de swaps cambiais reversos. A operação tende a reduzir a pressão no cupom cambial, sem influência direta sobre a taxa de câmbio.
STF e juros no radar
Investidores acompanharam a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os atritos entre ministros elevaram o desconforto, mas não foram determinantes para a formação do câmbio.
O estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, disse que o mercado está em compasso de espera diante das dúvidas sobre o desfecho da reunião do STF e seus possíveis efeitos sobre as expectativas eleitorais.
Na véspera das decisões do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária, o mercado trabalhava com a possibilidade de alta de 0,25 ponto porcentual nos juros americanos e corte de 0,25 ponto na Selic. No Brasil, a curva indicava 96% de chance de redução da taxa de 14% ao ano para 13,75% em setembro.
Para janeiro de 2027, o DI fechou em 13,580%, ante 13,585% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 subiu a 13,940%, de 13,867%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 avançou a 14,230%, de 14,108%.



