São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dólar fecha a R$ 5,1254 com cautela sobre caso Master e eleição

Moeda americana sobe 0,44% no dia, enquanto Ibovespa recua 0,56% e juros futuros terminam com variações leves.

Dólar fecha a R$ 5,1254 com cautela sobre caso Master e eleição

O dólar à vista subiu 0,44% nesta sexta-feira, 11, e encerrou o pregão a R$ 5,1254. A moeda chegou a R$ 5,1330 na máxima, depois de tocar R$ 5,0709 durante a manhã. A cautela aumentou à tarde diante da decisão de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de pedir a liberação total do sigilo das investigações sobre o financiamento, pelo Banco Master, do filme Dark Horse.

O receio de novas denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao longo do fim de semana levou investidores a reduzir posições de risco. Também estava prevista para a noite a divulgação de uma nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a eleição presidencial.

Fernando César, operador sênior da AGK Corretora, afirmou que os investidores buscaram proteção em dólar diante das incertezas envolvendo o STF e o caso Master. O ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, é citado nas investigações sobre o financiamento do filme, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na semana, o dólar acumulou queda de 0,11%. Em setembro, recua 1,06%, após alta de 2,16% no mês passado. No ano, a perda é de 6,62%.

Bolsa e câmbio

O Ibovespa caiu 0,56%, aos 187.206,89 pontos, com giro financeiro de R$ 17 bilhões. O índice reduziu a perda no fim do dia, mas terminou sob pressão do aumento da cautela com o risco político antes do fim de semana.

A bolsa ainda acumulou alta de 1,11% na semana, a quarta semana seguida de ganhos. No mês, avança 5,52%; no ano, 16,2%. Para Juan Lopes, trader da Meraki Capital, o mercado avaliou até onde o caso Master pode chegar e se o noticiário pode afetar Flávio Bolsonaro.

O IPCA apresentou deflação de 0,32% em agosto, acima da queda de 0,29% projetada pela mediana do mercado. Nos Estados Unidos, o CPI veio em linha com as expectativas, mas o núcleo avançou um pouco além do esperado. Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, a combinação reforça a perspectiva de redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

O Brent para novembro caiu 2,81% e permaneceu acima de US$ 100 o barril. O índice DXY subia 0,07%, aos 99,115 pontos, perto do fim da tarde.

Juros futuros

Os contratos de juros futuros encerraram a sessão com alta leve em relação aos ajustes anteriores, após recuo durante boa parte do dia. A curva passou a subir por volta das 15 horas, quando o prazo de 24 horas dado por Fachin para a retirada do sigilo do caso Master aumentou a aversão ao risco.

O DI para janeiro de 2027 oscilou de 13,586% para 13,585%. O contrato para janeiro de 2029 terminou em 13,835%, ante 13,831% no ajuste anterior. Para janeiro de 2031, a taxa passou de 14,029% para 14,040%.

A sessão extraordinária do STF da próxima terça-feira, 15, tratará do procedimento em que André Mendonça tornou públicas, em 1º de setembro, conversas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro. Na próxima quarta-feira, 16, ocorre a chamada superquarta. Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, prevê corte de 0,25 ponto na Selic, para 13,75%.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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