São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Patricio Guzmán morre em Paris aos 85 anos

Cineasta chileno dirigiu a série “A Batalha do Chile” e venceu mais de 40 prêmios internacionais ao longo da carreira.

Patricio Guzmán morre em Paris aos 85 anos

O documentarista chileno Patricio Guzmán morreu nesta terça-feira (15/09), aos 85 anos, em um hospital de Paris, na França. Ele morava na cidade nos últimos anos de vida.

Guzmán dedicou parte central de sua carreira à memória histórica do Chile. Seu trabalho mais conhecido é a série “A Batalha do Chile”, formada por três filmes sobre o período anterior e os primeiros momentos do golpe de Estado contra o presidente Salvador Allende, em setembro de 1973.

A produção também acompanha as mudanças promovidas pelo governo socialista da Unidade Popular e a reação da burguesia chilena. Com o início da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), a obra precisou ser concluída fora do Chile, em razão da perseguição a opositores.

Os três filmes são “A Insurreição da Burguesia” (1975), “O Golpe de Estado” (1976) e “O Poder Popular” (1979). Guzmán passou mais de dez anos no exílio, período em que viveu na Espanha e na França, antes de retornar ao Chile.

Depois da volta, dirigiu documentários como “Nostalgia da Luz” (2010), “O Botão de Pérola” (2015), “A Cordilheira dos Sonhos” (2019) e “Meu País Imaginário” (2022), todos citados entre seus trabalhos de sucesso mundial.

Ao longo da carreira, recebeu mais de 40 prêmios internacionais em mais de 25 festivais. Entre as honrarias estão o Urso de Prata do Festival de Berlim por “O Botão de Pérola”, o Olhar de Ouro do Festival de Cannes por “A Cordilheira dos Sonhos” e o Goya de Melhor Filme Ibero-americano por “Meu País Imaginário”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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