BARÃO — A Galvanotek investe R$ 65 milhões para entrar no mercado de papelão ondulado. Em construção no interior do Rio Grande do Sul, a nova fábrica terá capacidade para produzir até 250 caixas por minuto, com foco em embalagens para pizzarias, lanchonetes e serviços de delivery.
A unidade terá cerca de 19 mil metros quadrados de área construída e deve iniciar os primeiros testes operacionais no primeiro trimestre de 2027. A linha será dedicada à produção de caixas de pizza, embalagens para delivery, caixas para sanduíches, bandejas de papel e caixas convencionais de papelão.
A estrutura contará com uma onduladeira capaz de operar a até 300 metros por minuto. O equipamento transforma bobinas de papel em chapas de papelão ondulado, que seguem para impressão e corte. Impressoras industriais vão completar a linha, cuja capacidade projetada chega a 250 caixas por minuto. Depois dos testes, os equipamentos passarão por ajustes e validação antes do avanço da produção em escala.
“Quando você tem controle sobre mais etapas da produção, você tem mais autonomia para inovar, mais agilidade para atender o cliente e mais capacidade de garantir qualidade do começo ao fim”, disse Jeancarlo Piccinini, coordenador de vendas da Galvanotek. A proposta é concentrar na própria empresa mais fases do processo, da transformação das bobinas à embalagem final.
Expansão da operação
Com sede em Carlos Barbosa, município vizinho a Barão, a Galvanotek fabrica embalagens plásticas para alimentos. A empresa produz mais de 6 mil toneladas de peças por mês e exporta para 18 países, entre eles Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile.
A companhia completa 35 anos em 2026. O negócio foi fundado em 1991 por Manoel Bragagnolo e seu filho, Alexandre, após a aposentadoria de Manoel da Tramontina, onde era diretor. Inicialmente, a empresa atuava com galvanoplastia. Em 1997, passou a fabricar embalagens plásticas diante do aumento da demanda por esse material.
A nova frente combina a produção de papelão ondulado com as embalagens plásticas e amplia a oferta para clientes dos setores de alimentos e entrega. A empresa também desenvolve soluções como embalagens antivapor e modelos que podem sair do freezer diretamente para o forno.
“Sem estudar como o consumidor se comporta não há inovação”, afirmou Paula Bragagnolo, analista de pesquisa e desenvolvimento e neta do fundador.



