Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou que não pretende privatizar a Petrobras caso seja eleito. Ele também disse que manterá a Embrapa como estatal, por considerar estratégicas as empresas ligadas a setores relevantes para o Brasil.
Durante sabatina da Jovem Pan nesta terça-feira, 8, Santos defendeu, por outro lado, a privatização dos Correios e de empresas que classifica como inúteis. Ao falar sobre a Embrapa, destacou a contribuição da estatal, em conjunto com universidades ligadas à área agrária, para a formação de conhecimento e mão de obra associada ao crescimento da agricultura brasileira.
O candidato citou a Esalq, em São Paulo, e a instituição de Viçosa, em Minas Gerais, como exemplos desse conjunto de ensino e pesquisa.
Santos também criticou o governo de Jair Bolsonaro. Ao comentar episódios daquele período, afirmou: “Nós vivemos um surto coletivo naquele período”. Ele mencionou ainda declarações do ex-presidente e disse que integrantes do governo anterior defenderam ideias que classificou como absurdas. Segundo o candidato, alguns dos envolvidos acabaram presos.
Na sabatina, Santos voltou a defender uma política de armas nucleares para o Brasil. Para viabilizá-la, propôs uma mudança constitucional. Ele afirmou que o tema não seria tratado em seu primeiro mandato nem no de qualquer presidente disposto a adotá-lo, projetando um horizonte superior a oito anos.



