Os repasses do Fundo Rio Doce administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram cerca de R$ 3,35 bilhões. As liberações mais recentes foram destinadas ao Programa de Transferência de Renda (PTR), a ações municipais de saúde e às Assessorias Técnicas Independentes (ATIs).
O fundo foi estabelecido no acordo de reparação firmado no fim de 2024. O compromisso prevê que a Samarco desembolse R$ 100 bilhões ao longo de 20 anos. Desse total, R$ 49,1 bilhões serão direcionados a medidas sob responsabilidade da União, com recursos depositados no Fundo Rio Doce.
A parcela mais recente para os planos municipais de ação em saúde foi de R$ 263,1 milhões. É o segundo e último repasse para essa finalidade. No ano passado, os municípios haviam recebido R$ 562,63 milhões. As prefeituras elaboraram os planos, aprovados pelo Programa Especial de Saúde do Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Saúde.
Transferência de renda
Entre maio e agosto, o PTR recebeu R$ 576,2 milhões. O programa contempla agricultores e pescadores cuja atividade produtiva foi comprometida. Os beneficiários terão pagamentos mensais equivalentes a 1,5 salário-mínimo durante três anos; no quarto ano, o valor será de 1 salário-mínimo.
Os aportes acumulados no PTR superam R$ 1,52 bilhão. O PTR Rural recebeu R$ 650,2 milhões, enquanto o PTR Pesca ficou com R$ 869,9 milhões.
Em junho de 2026, as ATIs receberam cerca de R$ 4 milhões para os territórios de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó (MG). Comunidades tradicionais de faiscadores tiveram acesso a aproximadamente R$ 2,9 milhões.
O rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, ocorreu em Mariana (MG) em 2015. Os rejeitos atingiram a Bacia do Rio Doce até a foz, afetando populações de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Conforme o BNDES, os repasses começaram em junho de 2025 e incluem saúde, assistência social, recuperação econômica, desenvolvimento rural, conservação ambiental e participação social.



