São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fraudes com programas sociais geram prejuízo de R$ 21,2 bilhões em 12 meses

ABBC alerta para golpes que usam Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil para cobrar pagamentos antecipados.

Fraudes com programas sociais geram prejuízo de R$ 21,2 bilhões em 12 meses

Golpes digitais provocados por falsas ofertas ligadas ao Minha Casa, Minha Vida e ao Desenrola Brasil geraram um prejuízo de R$ 21,2 bilhões no período de 12 meses. O alerta foi reforçado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que mantém há cerca de dois anos a campanha nacional “Tem Cara de Golpe”.

Os criminosos fazem contato por telefone, aplicativos de mensagens e anúncios patrocinados em redes sociais. No caso do Minha Casa, Minha Vida, prometem furar a fila ou obter aprovação imediata para o imóvel em troca de taxas antecipadas, cobradas por Pix ou boleto.

O nome do Desenrola Brasil também é usado como isca, mesmo após o encerramento oficial das fases do programa. A promessa é de abatimento de dívidas antigas mediante o pagamento de um valor de entrada.

Como os golpes são aplicados

O relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, produzido pela Global Anti-Scam Alliance (Gasa) com dados coletados entre 2025 e 2026, indica que 81% dos adultos no país tiveram contato direto com tentativas de fraude no último ano. As ligações telefônicas aparecem entre os principais meios de abordagem, junto de mensagens e redes sociais.

Durante as chamadas, os golpistas podem se passar por funcionários de um banco público ou de um ministério do governo federal. Eles tentam obter dados pessoais e pressionam a vítima a fechar o acordo imediatamente, sob a alegação de que a oportunidade será perdida.

Bancos e órgãos públicos não exigem dinheiro antecipado, não cobram taxa para liberar benefício social e não aceitam pagamentos destinados a chaves Pix em nome de pessoas físicas. Sites oficiais de serviços públicos terminam em “.gov.br”. Inscrições para moradia popular e renegociações devem ser feitas nos canais oficiais dos bancos, em aplicativos autorizados, agências bancárias ou prefeituras.

Quem já fez um pagamento deve avisar o banco de origem para tentar o bloqueio preventivo do Pix. Também é necessário registrar um boletim de ocorrência, inclusive pela internet, e guardar comprovantes de transferência, telefones usados no contato e fotos das conversas para entregar à polícia.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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