CURITIBA, PR — A projeção do mercado para a taxa básica de juros no fim de 2026 permaneceu em 13,5% ao ano, enquanto a expectativa para o dólar continuou em R$ 5,20. As estimativas constam do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28), que também apontou novas revisões para inflação e crescimento econômico.
A previsão para o IPCA em 2026 subiu de 4,92% para 4,99%. O percentual está acima do centro da meta de inflação, de 3%, e também supera o teto de 4,5% previsto no sistema de metas, que admite intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para o PIB, a projeção caiu de 1,88% para 1,86%. A estimativa para o crescimento em 2026 recuou pela terceira semana seguida e atingiu o menor nível desde maio.
Nas projeções mensais, o mercado espera inflação de 0,56% em setembro e de 0,33% em outubro. Para novembro, a previsão passou de 0,32% para 0,35%. A inflação acumulada em 12 meses foi revisada de 4,62% para 4,65%.
A estimativa para os preços administrados, que incluem tarifas de energia elétrica e combustíveis, aumentou de 4,61% para 4,63% em 2026. Para a inflação dos anos seguintes, as projeções são de 4,31% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.
Projeções para 2027 a 2029
Para 2027, a previsão de inflação subiu de 4,30% para 4,31%, enquanto a estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,43% para 1,41%. A projeção para a Selic ficou em 12%, e a do dólar permaneceu em R$ 5,28.
A expectativa para a Selic é de 10,5% em 2028 e de 10% em 2029. O crescimento do PIB é estimado em 1,83% em 2028, após revisão de 1,87%, e em 2% em 2029.
Para o câmbio, a previsão para 2028 ficou em R$ 5,30. Em 2029, a estimativa passou de R$ 5,36 para R$ 5,35.



