São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresário do caso INSS relata ganhos maiores que os de multinacional

Igor Dias Delecrode é investigado por suspeita de faturar mais de R$ 700 milhões com quatro entidades.

Empresário do caso INSS relata ganhos maiores que os de multinacional

Igor Dias Delecrode, de 28 anos, afirmou em uma gravação de 22 de maio de 2025 que os ganhos obtidos por seu grupo com associações ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) superavam os de uma multinacional. A defesa diz desconhecer o vídeo.

Delecrode é um dos alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga descontos fraudulentos em benefícios de aposentados. O esquema teria causado prejuízo de R$ 6,2 bilhões. Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam que 98% dos aposentados não autorizaram os descontos.

Entidades e patrimônio

Delecrode presidiu a Associação de Amparo ao Aposentado e Pensionista (AASAP), uma das quatro entidades associadas a ele e aos sócios Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro Vasconcelos e Américo Monte Jr. O grupo é suspeito de faturar mais de R$ 700 milhões com a AASAP, a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), a Master Prev e a Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP).

A Polícia Federal apreendeu 29 veículos avaliados em R$ 28 milhões. Os empresários também tinham mansões em Alphaville. As investigações identificaram que mais de R$ 100 milhões recebidos pelas entidades foram destinados a empresas ligadas aos sócios e transferidos a parentes deles.

Em uma conversa gravada em um apartamento de Anderson, Delecrode mencionou a possibilidade de investir em franquias de venda de bolos. Ele afirmou que Felipe Macedo Gomes teria rejeitado a ideia porque o retorno seria menor que o obtido com as associações. Anderson também reclamou de ter ficado com uma casa no condomínio Genesis 1, cujo aluguel mensal poderia chegar a R$ 15 mil.

Acordos com o INSS

As associações tinham acordos de cooperação técnica com o INSS, que permitiam o desconto direto das mensalidades na folha dos aposentados. Em troca, ofereciam serviços como seguros e planos de saúde. Ex-diretores do órgão são investigados sob suspeita de receber propina para aprovar ou manter esses acordos.

Empresas ligadas às associações firmaram contratos com Eric Fidelis, filho de André Fidelis, e com Thaissa Hoffmann, mulher de Virgílio Oliveira. Também foram identificadas transferências de R$ 8 mil de Felipe Macedo Gomes para José Carlos de Oliveira e de R$ 12 mil feitas por João Carlos Camargo Jr.

Os empresários não foram presos. Em abril de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, a pedido da Polícia Federal, o uso de tornozeleiras eletrônicas.

Os advogados Rogério Cury, Daniela Cury, Levy Magno e Victor Fanti afirmaram desconhecer a existência, a autenticidade e a integridade dos vídeos. Também disseram que os bens estão bloqueados pela Justiça e que, se os vídeos existirem, foram obtidos de forma ilícita.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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